domingo, 8 de julho de 2012


Tem tantas fotos que eu queria te mostrar, tantas músicas pra gente ouvir.
Agora o vazio parece maior ainda, maior do que antes. Ele ficou mais evidente, e eu ainda não sei como preenche-lo.
O desperdício corre solto, o meu. Devagarzinho flor em flor, como disse Cazuza.

sábado, 23 de junho de 2012


Procurei uma música que combinasse com chuva, para que eu pudesse ouvir enquanto caminhava na volta pra casa.
Não encontrei, mesmo depois de olhar duas vezes a lista de músicas que eu tinha disponível.

O som que os pingos de chuva faziam ao bater no guarda-chuva até que combinava com Nando Reis.
Mas não encontrei o que eu estava procurando.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Trajeto de hoje


Quem viaja numa época como essa? Semana que vem é feriado, por que não deixa pra viajar no feriado? Foi o que eu pensei, enquanto caminhava na rua, e vi uma mala num ponto de ônibus. Bom, pode ser também mudança, o dono desta mala pode estar indo embora da casa onde morava. Ou pode ser separação, briga de casal. Pode ser tantas coisas, na real.
Quem pensaria em algo simplesmente por ver uma pessoa com uma mala num ponto de ônibus?
Meu pensamento, às vezes, parece não ter lógica.

Carrego na sacola plástica um sonho que comprei na padaria, sem saber ao certo que sonho trago no coração.
Não sei me definir. Parece que parei de sonhar, que não sei mais do que eu realmente gosto, o que, e quem, me faz bem de verdade.

Passo em frente à uma igreja. A porta aberta me permite ver as cadeiras arrumadas, a espera de que pessoas sentem ali, façam suas preces, agradeçam e cantem a um deus que eu não sei se existe. Sou complexa demais pra saber isso.

domingo, 20 de maio de 2012


Não me reconheço.
Essas atitudes estúpidas que em tempos passados eu condenava, esse comportamento estranho, essa tolerância absurda pra certas pessoas que antes eu julgava absurdas.
Não sei se isso é amadurecer, se é se perder na vida, se é viver. Só sei que não é ser feliz.

terça-feira, 15 de maio de 2012

A complexidade das letras


(rascunho)
Penso, no momento, no quão difícil é escrever um texto que agrade. Uma simples combinação de palavras pode ser amada e odiada. Um amontoado de letras com tanto sentido.
Escrevo pra mim, e pode servir a outro. Essa não seria a intenção, afinal? Talvez minha intenção seja mais esquizofrênica, com o perdão da palavra. O falar/escrever sozinha.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Iceberg

Não, eu não estava em paz quando você chegou.
Agora o que eu era parece ter ficado num passado morto.
Não me reconheço. Tenho atitudes estupidamente amorosas, falo o que eu não gostaria de ouvir, e não ganho nada com isso.
Tá vendo? Só consigo apontar defeitos.

Hoje é daqueles dias em que eu deveria (ou gostaria de?) apagar teu número da agenda.
O mesmo dia em que eu volto pro meu casulo, volto a usar aquela armadura que deixei de lado.
Pra que ninguém possa me ver.  

sexta-feira, 23 de março de 2012

Lado de dentro

 Encosto a cabeça no vidro da janela e observo a chuva que cai lá fora. Forte, reta e determinada, parece não ter pena de quem saiu desprevenido, sem guarda chuva. E não tem.
Vejo pessoas, enquanto caminham pela rua, vestido casaco, e nem é inverno. Não faz frio do lado de fora, desse lado do mundo.
No mundo aqui de dentro é sempre quentinho, enxuto e confortável. Agradável como pão de queijo e café com leite quentinhos.
Poderia ser mais acolhedor, como um abraço, mas não há ninguém aqui, além de mim.