terça-feira, 25 de outubro de 2011


Como sê mais
quando tem-se (de) menos?
No fim das contas não sobra nada.

domingo, 23 de outubro de 2011



Toda aquela sobriedade não mais servia. Queria era perder-se, mesmo com medo do inesperado, sabia que a rotina aniquila.
Sentia fraqueza e uma incômoda dor de cabeça. Não era ressaca da noite anterior. Era ressaca da vida.
Então  acordou e resolveu simplesmente escrever.
Quando não tinha com quem reclamar, escrevia. Se não tinha com quem compartilhar a dor do amor, escrevia.
O papel era um amigo silencioso, e leria quem quisesse.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que fizeram com os pedaços de mim?

Fui perdendo um a um, vendo cada qual como especial e por isso acho que foi cada um na sua vez.
Mas não. Tudo junto, isso sim. Quando notei, todos tinham partido. E levado minha inspiração.

Agora eu fico tentando buscar inspiração em ponta quebrada de lápis, em perfume alheio que fica quando se ganha um abraço.
Uma pena que tudo é saudade.

Como é possível perder até o que não se tinha?
Pra onde vai tudo isso? Pra construção dos meus erros, que mesmo com uma coleção deles, ainda não me ensinaram corretamente.
 Eu continuo falhando.

Melancólica a ponto de deixar a poesia falar por mim (talvez eu nem devesse escrever essas palavras)
E quando não me identifico com mais nada?
Roubaram minha energia e nem o café conseguiu devolver.
Tiraram-me o sono, e nem pra agradecer com sinceridade.

Levaram pedaços de mim.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Eu preciso organizar papéis, limpar a casa, pagar contas. Mas só tenho vontade de pensar em você.

domingo, 11 de setembro de 2011

mesmo

Quando todos os textos parecem ter o mesmo titulo
Quando todas as poesias parecem dizer a mesma coisa
Quando toda bebida parece ter o mesmo gosto
E todo professor repete a mesma coisa, sem ser o mesmo

O problema é com a gente
ou com o mundo?

Quem arruma nossos problemas?
além da gente mesmo, sempre?

Ninguém me arruma.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Opaco

Comprei pão sem sentir fome, bebi muito café pra sustentar o vício, não fiz por preguiça.
Sabe quando não tá bom o suficiente mas nem tão ruim assim? Pois é
Não sei o que está errado, o que tem de errado. Se o errado sou eu.
Por que tem aquela velha mania, minha, de por o “eu” em tudo. Meu eu parece não se cansar.
Dessa vida cinza, que realmente precisa de cor.

domingo, 14 de agosto de 2011

Desesperadamente quieto


Por que hoje ninguém me tira esse silencio. Nem a melhor das conversas, a pessoa mais falante do mundo, nem essa música agitada.  Só falariam o que eu já não agüento mais ouvir, o que eu quero achar que esqueci, ou que ficou pra trás.
Hoje o meu silencio parece não querer ficar calado. Ele ocupa espaço, me perturba cada vez que eu paro evito pensar mas quando vejo jáestoupensando.
Não sei como por esse silencio inconveniente pra fora, não sei se eu conseguir fazer com que o vazio seja inspirador.Tá mais pra desesperador. Desesperadamente quieto.