quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Quando parece estar tudo correto com a enzima, vem alguém e muda o substrato – sem aviso prévio ou motivo convincente.
A fortaleza que voltava a ser construída, lentamente, desmorona  novamente. Escombros.
Começar de novo.

Bons tempos em que uma panela de brigadeiro e uma música boa ajudavam a amenizar os problemas. Hoje nenhuma música acalma, traduz o que sinto, e também o que não sinto.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012


Comprei um apontador e não uso lápis.
Tinha várias coisas para fazer e encaminhar, mas perdi a hora e acordei tarde.

O que realmente vale a pena?

Eu preciso de tudo isso? E mais: esse tudo está ajudando? Na construção do meu ser? Será?

Esse lance de construção (do meu) ser vem rondando minhas ideias nos últimos dias.
Como se todas as coisas tivessem que significar alguma.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Queria poder te abraçar forte
e ter o poder de te fazer esquecer
de quase tudo
ao menos por um minuto

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

As pessoas que acordaram antes de mim


Acordei tão triste que, ao me olhar no espelho do elevador, senti pena de mim mesma. De cara lavada, o que não é novidade, eu estava pálida, largada, solta. Na verdade fui dormir triste, então não tinha como ter acordado de outro jeito.
Ando me sentindo mal. Com várias coisas, por causa de várias pessoas.

Saí de casa cedo, por incrível que pareça não acordei com sono, mesmo tendo dormido pouco.
Encontrei uma moça no caminho, que voltava da feira com sacolas cheias. Parecia que alguém havia ela mandado sair, fazer aquelas compras pra servir-lhe um luxo, um gosto.
Muitas pessoas saíram de casa mais cedo que eu. Hoje, especialmente, nenhuma delas me parecia feliz. E hoje é sexta feira! (foda-se, aliás, qual diferença faz hoje ser sexta?)

Só me dei conta que já tinha passado metade do CD quando sentei no banco do ponto de ônibus e prestei atenção na musica que tocava. O mp3 estava tocando há quase quinze minutos, inutilmente.

Ando assim, não prestando atenção em algumas coisas e perdendo um bom tempo com outras, buscando esperança num abano feito de dentro de um carro, que estava indo pra onde, talvez, eu devesse ter ido.

Foi.

domingo, 8 de julho de 2012


Tem tantas fotos que eu queria te mostrar, tantas músicas pra gente ouvir.
Agora o vazio parece maior ainda, maior do que antes. Ele ficou mais evidente, e eu ainda não sei como preenche-lo.
O desperdício corre solto, o meu. Devagarzinho flor em flor, como disse Cazuza.

sábado, 23 de junho de 2012


Procurei uma música que combinasse com chuva, para que eu pudesse ouvir enquanto caminhava na volta pra casa.
Não encontrei, mesmo depois de olhar duas vezes a lista de músicas que eu tinha disponível.

O som que os pingos de chuva faziam ao bater no guarda-chuva até que combinava com Nando Reis.
Mas não encontrei o que eu estava procurando.