domingo, 27 de novembro de 2011

Tempo vazio

Antes faltava só uma hora
aí passou.
E agora falta mais uma hora, novamente
Quem tem o controle do relógio?

Queria ter o controle do sono.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

da água pro vinho

Não sei se acho bonitos os que têm barba
Ou se, por terem barba, tornam-se bonitos.
Pera aí, você tem barba
e eu tô achando todos eles...

E então chegou a hora de mudar, totalmente.

terça-feira, 25 de outubro de 2011


Como sê mais
quando tem-se (de) menos?
No fim das contas não sobra nada.

domingo, 23 de outubro de 2011



Toda aquela sobriedade não mais servia. Queria era perder-se, mesmo com medo do inesperado, sabia que a rotina aniquila.
Sentia fraqueza e uma incômoda dor de cabeça. Não era ressaca da noite anterior. Era ressaca da vida.
Então  acordou e resolveu simplesmente escrever.
Quando não tinha com quem reclamar, escrevia. Se não tinha com quem compartilhar a dor do amor, escrevia.
O papel era um amigo silencioso, e leria quem quisesse.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que fizeram com os pedaços de mim?

Fui perdendo um a um, vendo cada qual como especial e por isso acho que foi cada um na sua vez.
Mas não. Tudo junto, isso sim. Quando notei, todos tinham partido. E levado minha inspiração.

Agora eu fico tentando buscar inspiração em ponta quebrada de lápis, em perfume alheio que fica quando se ganha um abraço.
Uma pena que tudo é saudade.

Como é possível perder até o que não se tinha?
Pra onde vai tudo isso? Pra construção dos meus erros, que mesmo com uma coleção deles, ainda não me ensinaram corretamente.
 Eu continuo falhando.

Melancólica a ponto de deixar a poesia falar por mim (talvez eu nem devesse escrever essas palavras)
E quando não me identifico com mais nada?
Roubaram minha energia e nem o café conseguiu devolver.
Tiraram-me o sono, e nem pra agradecer com sinceridade.

Levaram pedaços de mim.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Eu preciso organizar papéis, limpar a casa, pagar contas. Mas só tenho vontade de pensar em você.

domingo, 11 de setembro de 2011

mesmo

Quando todos os textos parecem ter o mesmo titulo
Quando todas as poesias parecem dizer a mesma coisa
Quando toda bebida parece ter o mesmo gosto
E todo professor repete a mesma coisa, sem ser o mesmo

O problema é com a gente
ou com o mundo?

Quem arruma nossos problemas?
além da gente mesmo, sempre?

Ninguém me arruma.