quarta-feira, 31 de julho de 2013

mudamos

Não sei onde encontrar conforto, nem o que comer. Não sinto fome, nem frio, nem vontade. Um vazio inexplicável toma conta de mim. Não sei se eu sei lidar com ele. As lembranças começam a se tornar boas recordações do passado, a saudade começa a doer - e a sensação de que estes momentos não voltarão. De que o que volta é a vida normal, a rotina. Alias, é a rotina que me faz seguir em frente, que me faz levantar da cama todos os dias para ir a uma aula chata ou fazer algo desagradável. Se não fosse por ela talvez eu não conseguiria. Por que a rotina também me faz lutar, me faz querer fazer as coisas de um jeito diferente, me faz querer mudar. Me mudar, mudar os outros, para aí mudar o mundo. Faço tudo isso, todos os dias, para viver momentos de plenitude, num futuro que eu espero não demorar muito para chegar, e acontecer novamente. 

domingo, 30 de junho de 2013

Amor gritante

Quero gritar bem alto
mas não um grito de gol,
muito menos um grito de dor.
Queria que você me ouvisse
se eu gritasse bem alto.
E com isso entendesse
que estou pensando em ti
novamente.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Quando eu consegui olhar nos teus olhos, descobri que eles são verdes.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

poeminha matinal

Tenho comido tanta besteira
muita bolacha e pouca comida caseira
Tenho feito tudo errado
sinto falta de você ao meu lado

sábado, 15 de junho de 2013

Em órbita

Dois mundos bem diferentes
tem como se juntar?
Como ser atraente
se a dúvida vem
a cada pestanejar?
Eu aqui, tão perto
não consigo nem te olhar
pois esse olhar dá medo
mesmo quando meus olhos
veem a realidade
sem precisar sonhar.

terça-feira, 28 de maio de 2013

talvez essa morte no olhar
reflita minh'alma
e mostre o que ninguém parece perceber
não sei se o desespero está demonstrado
sei que estou desmoronando
um pouco por dia, gota a gota
desse sangue que me mantem viva
e que esquenta quando você está por perto

terça-feira, 14 de maio de 2013

Delírios somem?


Depois de um dia longo, de muito trabalho, de conquistas e reconhecimento, entro no meu condomínio, troco algumas palavras com o porteiro, e sigo meu caminho, pensando no meu chuveiro e no que eu ia comer na janta.
Primeiramente que o dia foi atípico. Mais de dois meses trabalhando num projeto, e, ao vê-lo saindo do papel, é de emocionar. Ainda mais quando tudo dá certo. Ao menos no primeiro dia, dos três que virão pela frente.
Exausta, sem conseguir pensar em mais nada direito, queria um aconchego. Era nisso que eu pensava também, enquanto caminhava para casa. Um abraço, algumas palavras, atenção. A nota mental foi: lutar por isso, independentemente. Sim.
O dia passou, e eu não fiquei. Não tive tempo de pensar em outras coisas a não ser os compromissos. Isso é bom, me faz seguir em frente, em dar um passo de cada vez, rumo a uma superação elevada que estou buscando. Não é fácil lidar com as pessoas. Também não deve ser fácil lidar comigo.
Abaixo a cabeça, e já no topo do meu morro minha visão embaça, vejo algo se mexendo na minha frente. Parecia um cachorro vindo em minha direção. Porém, não existem cachorros de fogo (sim, eu estava vendo algo transparente, pegando fogo). Aquele corpo indefinido, nem sombra nem delírio. Alucinação, talvez. Eu estava alimentada o suficiente para isto ser uma crise de hipoglicemia. Senti um pouco de medo. O vulto,= (parece conveniente chamar assim) ficou durante uns dois segundos a frente dos meus olhos. Eu não parei de caminhar, e ele desapareceu. Nem saiu da minha frente, nem foi pros lados. Sumiu.